Em 1984, os pesquisadores James Hodgdon e Marcie Beckett, do Naval Health Research Center, publicaram equações que estimam a densidade do corpo a partir de circunferências e da altura. A ideia é simples: a cintura cresce com a gordura, enquanto o pescoço acompanha mais a massa magra. A diferença entre as duas, ajustada pela altura, dá uma boa pista do percentual de gordura.
As equações, em centímetros
- Homens: 495 ÷ (1,0324 − 0,19077 × log₁₀(cintura − pescoço) + 0,15456 × log₁₀(altura)) − 450
- Mulheres: 495 ÷ (1,29579 − 0,35004 × log₁₀(cintura + quadril − pescoço) + 0,22100 × log₁₀(altura)) − 450
Exemplo: um homem de 1,78 m, com 85 cm de cintura e 38 cm de pescoço, tem estimativa de 16,4% de gordura. Se ele pesa 78 kg, isso equivale a cerca de 12,8 kg de gordura e 65,2 kg de massa livre de gordura.
Quanto confiar no número
Os autores compararam o método com a pesagem hidrostática e relataram erro-padrão de cerca de 3,5 a 4 pontos percentuais. Na prática, um resultado de 22% pode corresponder a algo entre 18% e 26%. O método é mais útil para comparar você com você: meça nas mesmas condições, a cada algumas semanas, e observe a direção.
Faixas descritivas
| Faixa (ACE) | Mulheres | Homens |
|---|---|---|
| Gordura essencial | 10 a 13% | 2 a 5% |
| Atletas | 14 a 20% | 6 a 13% |
| Condicionamento | 21 a 24% | 14 a 17% |
| Média | 25 a 31% | 18 a 24% |
| Acima da média | 32% ou mais | 25% ou mais |
As faixas são descritivas, do American Council on Exercise, e não um diagnóstico. Para saber se o peso está na referência da sua idade, use a calculadora de IMC.