A conta do IMC é a mesma dos adultos: peso dividido pela altura ao quadrado. A diferença está na leitura. Crianças ficam naturalmente mais magras até por volta dos 6 anos e depois ganham peso mais rápido que altura, com ritmos diferentes para meninas e meninos. Um corte fixo não daria conta disso.
A referência de crescimento da OMS de 2007 traz, para cada mês de idade entre 5 e 19 anos e para cada sexo, três parâmetros (L, M e S) que descrevem a distribuição do IMC. Com eles calcula-se o escore-z: quantos desvios-padrão o IMC da criança está acima ou abaixo da mediana de quem tem o mesmo sexo e a mesma idade.
Faixas de escore-z
| Escore-z | Classificação |
|---|---|
| abaixo de −3 | Magreza acentuada |
| de −3 a menos de −2 | Magreza |
| de −2 a +1 | Eutrofia (IMC adequado) |
| acima de +1 até +2 | Sobrepeso |
| acima de +2 até +3 | Obesidade |
| acima de +3 | Obesidade grave |
São os pontos de corte que o Ministério da Saúde usa no SISVAN para essa faixa de idade. Aos 19 anos, o escore-z +1 corresponde aproximadamente ao IMC 25 e o +2 ao IMC 30, o que liga a curva aos cortes de adulto.
Como medir em casa
- Altura: sem sapatos, de costas para a parede, calcanhares juntos, olhando para a frente. Marque com um esquadro ou um livro apoiado na cabeça.
- Peso: com roupas leves, de preferência pela manhã.
- Idade: conte os anos completos e os meses desde o último aniversário.